Com Bola e Tudo

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Quer lucrar, quer lucrar, NFL vai te ensinar!

por Guilherme Barbosa, em 2016-02-10 14:07:00

Quem ligou a TV em algum canal de esportes nesse final de semana certamente ouviu falar um pouco sobre NFL, Super Bowl, Touchdown, enfim, termos utilizados no futebol americano. Antes de abandonar a leitura da coluna pensando: “eu leio esta zorra pensando que vai falar do bom e velho futebol, e em plena segunda de Carnaval ele me vem falar de futebol americano!”, me entenda, vou puxar a sardinha para o esporte bretão!

 

A gente fala sobre a crise que o futebol brasileiro passa e boa parte dessa crise é gerada pelas dificuldades financeiras, sejam elas de ordem de arrecadação (que não é baixa, mas pode ser maior!) ou de distribuição (extremamente desequilibrada) e, nesse sentido, a National Football League (NFL) dá aula pra gente ganhar dinheiro com futebol e, quem sabe, fazer com que o futebol brasileiro volte a revelar craques e mais craques, tendo grandes investimentos no futebol de base (evitando que nossas possíveis revelações viajem tão cedo rumo às equipes da Europa) e também no futebol profissional (o que renderá jogos de um nível técnico melhor do que o atual).

 

 

Vamos aos números do Super Bowl pra entender o tamanho desse evento?

 

Conseguir ver o Super Bowl no estádio também não é algo acessível a todos. Para a final deste ano, o ingresso mais barato custou US$ 900, sendo revendido por milhares de dólares pela internet. No fim de janeiro, por exemplo, a revenda variava entre US$ 4 mil e incríveis US$ 25 mil.

 

Entre os ingressos disponíveis no site da NFL na segunda-feira da semana passada (1º), a entrada mais barata, num dos lugares mais distantes do gramado, saía por US$ 3 mil (cerca de R$ 12 mil) e o mais caro, colado com o banco de reservas, custava US$ 15 mil (cerca de R$ 60 mil).

 

Com esse preço, muita gente acaba assistindo pela TV mesmo, como é o meu caso. Só nos Estados Unido, no ano passado, 114,4 milhões de pessoas viram tudo pela telinha, o que significa a maior audiência da história da TV nas terras do tio Sam. Dados apontam que o Super Bowl ocupa as 21 maiores medições na história da TV americana.

 

Não é à toa que colocar uma “propagandazinha” de 30 no intervalo desse evento custa a bagatela de US$ 5 milhões (cerca de R$ 21 milhões).

 

Como se já não bastasse a audiência que o jogo por si só atrai, o Superbowl sempre conta com uma grande atração musical no intervalo da partida. As atrações desta edição foram a banda Coldplay e a cantora Beyoncé , mas o palco montado (em 10 minutos!) no estádio entre o 2º e 3º quartos já contou com a presença de astros como Michael Jackson, U2, Paul McCartney, Rolling Stones, The Who e Madonna.

 

Tirando a final da Champions League e Real x Barcelona, o Super Bowl é o evento anual de maior audiência no mundo (!). Em 2015, aqui no Brasil, onde o futebol americano ainda não é tão bem difundido, sendo transmitido apenas pela TV fechada, meio milhão de pessoas viram o jogo pela tela da TV.

 

Nos últimos quatro anos, de acordo com a ESPN, a audiência do Super Bowl aumentou 800%. No ano passado o canal ficou entre os 3 canais por assinatura mais assistidos no horário do evento. A hashtag usada pelo canal no Twitter - #ESPNTemSuperBowl49 - ficou no topo entre os termos mais utilizados na rede social em todo o mundo. Esses números mostram que o interesse dos brasileiros pelo futebol americano tem crescido e que o evento já está consolidado como um dos principais do planeta. O jogo tem proporções de final de Copa do Mundo.

 

Dá pro futebol brasileiro chegar nesse nível de arrecadação? Ao meu ver, num curto prazo não. Mas por que não tentar criar estratégias de avanço para o futebol nacional nesse sentido? É possível fazer um mega evento que aumente o interesse do público em ir ao jogos e, quem sabe dar maior movimentação em cidades com estádios modernos sub utilizados, como é o caso de Brasília, Cuiabá e Manaus, onde foram construídos estádios para a Copa e que são pouco utilizados já que os times do Mato Grosso e Amazonas não atraem grandes públicos e não costumam participar de campeonatos muito atrativos.

 

Mas que times fariam esse jogo? Qual seria o critério para a escolha deles? Eu tenho uma sugestão! O campeão da Copa do Brasil contra o campeão Brasileiro fariam o jogo de encerramento da temporada, seria o super jogo, em uma cidade previamente escolhida, com ações de marketing bem elaboradas pelos patrocinadores e um bom dinheiro para premiar os times que chegassem lá.

 

Bem, acho que passou da hora de aprendermos com quem está ganhando dinheiro...