Com Bola e Tudo

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Flamengo, o Deadpool do mundo do futebol!

por Guilherme Barbosa, em 2016-02-29 09:20:00

Essa semana fui até o cinema assistir Deadpool e durante o filme foi difícil não me lembrar do Flamengo. “Putz, só porque a roupa que o cara usa é rubro­negra…”. Se você pensou isso, você errou. Além do Flamengo, temos outros times que adotaram o preto e vermelho como suas cores (Milan, Atlético Paranaense, Vitória, Íbis...), logo há uma particularidade para que esta mente que agora trabalha neste texto ter se dado o trabalho de lembrar da equipe carioca.

 

Não sei se você conhece o Deadpool, seja pelos quadrinhos ou pelo filme recém lançado, então é importante que você assista ao menos a algum trailler do filme pra se ligar melhor no que lhe direi.

 

 

Basicamente, o cara é um mercenário (um tipo de faz tudo do mundo do crime, surras, assassinatos, enfim, para ganhar uma grana) que cumpria aquilo que lhe era pedido desde que achasse justo. Ele era bom de briga e sabia intimidar quem, em seu entendimento, merecia uma pisa. Ele desenvolve câncer e, em busca de se curar da doença ele aceita participar de uma experiência que o transformará em um super humano com o poder de se regenerar após um ferimento.

 

Vamos à semelhanças com o Flamengo: ambos são rubro­negros (o que é notório, né?), engraçados (vai dizer que você nunca se pocou de rir do Flamengo ao perder uma partida para o Vasco, ser eliminado de uma Libertadores ou mesmo perder uma final de Copa do Brasil para o Santo André?), querem voltar para a sua amada (que no caso do Flamengo é aquela época de 1981, quando o time foi campeão mundial, vencendo o Liverpool, no Japão) mas não têm condições favoráveis (o Deadpool pelo desfavorecimento estético pelo qual passou na experiência em busca da cura do câncer e o Flamengo pela péssima qualidade dos elencos montados nos últimos anos), aliás, o câncer é uma outra semelhança entre o Flamengo e o anti­herói em questão. No caso do Deadpool, o câncer é a doença em si. Ao falarmos do Fla, acredito que devemos enxergar a corrupção que deixou o time na situação vexatória como um verdadeiro e severo câncer que compromete o bom funcionamento do clube.

 

Não, não pense que eu esqueci do super poder. Sim o Flamengo tem, assim como o Deadpool, o poder de se regenerar, só pode! Mesmo “tomando no fiofó” (como o próprio personagem diz em uma das cenas do filme) em várias oportunidades, sendo quase rebaixado por várias vezes no Brasileirão, acabou se reerguendo após se lascar muito. Esse é um trunfo do qual os flamenguistas muito se orgulham, sempre dizendo: “o Flamengo nunca jogou uma segundona, sempre foi da primeira divisão!” e com essa acabam ganhando muitas discussões e saem tirando onda e soltando a hashtag #peideiesaí.

 

Me inspirando no Deadpool, eu volto pra falar mais depois do que parecia ser um final. Seguinte, caro mortal que lê esse texto, você está se sentindo azarado? Tá de mal com a vida? Sorria. Ao menos por não ser a pessoa mais azarada do mundo. Eu digo isso porque no final de semana passada o zagueiro Storm Roux mostrou que a sua fase não é das melhores. Jogando pelo Central Coast Mariners, o defensor, que também joga pela seleção da Nova Zelândia, sofreu uma lesão tripla em uma única jogada.

 

O caso aconteceu em um jogo do Campeonato Australiano, num jogo contra o Melbourne City. Numa jogada de ataque do time adversário, Roux se jogou em direção à bola para impedir um chute e, sei lá como, fraturou a perna, torceu o tornozelo (com rompimento de um ligamento) e ainda deslocou o ombro! Pra piorar a situação que já não era muito favorável, enquanto ele estava caindo se contorcendo pelas dores, o juizão da partida marcou um pênalti para o Melbourne. O jogo foi paralisado e na reinício, o adversário converteu o pênalti em gol. Se liga na cena:

 

 

Que a semana que tá começando te traga mais sorte do que trouxe para o Storm Roux, zagueiro pluri prejudicado.